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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Chili de Batata Doce e Feijão Preto (vegetariano)

 O tempo finalmente arrefeceu e eu confesso que adoro o Outono e tudo o que este traz com ele: abóbora, batata doce, ....
Com estes dias assim já começa a apetecer uma refeição reconfortante que nos deixa mesmo satisfeitos. Esta foi uma delas. 
Encontrei-a a receita aqui e foi só fazer umas adaptações à minha maneira e gosto pessoal. Roubei muito nos cominhos porque por alguma razão se abusar nunca fico bem disposta. Acho que se não gostarem podem omitir mas o resultado final não será o mesmo. Usei ainda paprica fumada que trouxe da viagem de férias e que realmente deu um toque especial ao prato. Estava delicioso.
A receita dá para duas pessoas.

Vão precisar de:

- 1 batata doce média/grande
- 1 cebola pequena
- 1 dente de alho
- 1/2 lata de tomate em pedaços
- 1 lata pequena de feijão preto 
- 1 talo de aipo picado
- 1 colher café de paprica fumada
- 1/2 colher café de cominhos
- 1 colher café colorau doce
- 1/2 colher café de flocos secos de malagueta(chili)
- coentros q.b.
- sumo de meia lima/limão
- 1 colher sopa de azeite
- sal e pimenta q.b.

 Num tacho colocar o azeite e a batata doce cortada aos cubos, a cebola picada e o aipo. Deixar em lume médio/forte mexendo bem cerca de 4 minutos. 
Juntar o alho picado, colorau, paprica, chili, cominhos e mexer bem. 
Adicionar água até cobrir e deixar tapado em lume médio/brando até a batata doce estar quase cozida.
Juntar o tomate, o feijão preto previamente escorrido e o sumo de lima. Mexer bem, tapar e deixar ao lume mais 5 minutos. Retificar temperos. Devem provar sempre porque o feijão ás vezes já tem sal, eu praticamente não precisei de por.

Temperar com coentros picados e envolver bem.  Reservar umas folhinhas de coentros para decoração.

Acompanhar com arroz branco e sumo de limão.

É mesmo muito bom e rápido de se fazer. 



Bom apetite

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Empadas de Carne (sem glúten)

Olá, depois de muito (muito) tempo aqui estou de volta.
Os meses de Maio, Junho e Julho são terríveis para os professores, ainda que a maior parte da população ache que somos todos uns malandros com três meses de férias, há avaliações a fazer, exames para classificar e todo um sem número de tarefas nas escolas que ninguém sequer imagina por fazer. Não sobra muito tempo para mais nada a não ser descansar nos tempos livres para aguentar até umas merecidas férias. E foi o meu caso. Desculpem a ausência. 
Fui tentando ainda ir colocando algumas sugestões saudáveis no Facebook aquelas de ultima hora e de acordo com a imaginação. 
Depois de umas férias a correr de um lado para o outro (ainda hei-de vos escrever sobre isso) chegar e voltar às rotinas, horários escolares dos filhos, horário da mãe e todas as outras atividades extra curriculares...correr. Tem sobrado por enquanto um pouco de tempo para fazer experiências. Hoje trago-vos o resultado de uma que correu muito bem.
Havia aqui por casa uns restos de carne grelhada que certamente já ninguém queria comer. Não gosto de desperdício e deitar comida fora só mesmo se estiver estragada e portanto fiquei a pensar o que fazer sem ser os normais croquetes que tenho hábito de cozinhar nestas situações e principalmente porque queria evitar os fritos depois do enorme estrago em termos alimentares que foram as férias, como calculo que foram também as vossas. 
Tinha encontrado enquanto navegava no FB uma receita de massa de empadas sem gluten e apesar de adorar as de frango não foi tarde nem cedo para aproveitar as sobras de carne.
 A receita deu para 12 empadas.

Vão precisar de:

MASSA das empadas:
- 1 chávena de farinha de arroz
- 1 chávena de farinha de grão de bico
- 4 colheres de sopa de polvilho doce
- 2 colheres de sopa de farinha de linhaça
- 1 colher de chá rasa de sal
- 4 colheres de sopa de margarina (usei BECEL culinária)
-  2 ovos
- água gelada q.b.

- óleo de coco q.b.

RECHEIO
- sobras de carne (usei 4 bifinhos do lombo de porco + 2 bifinhos vaca grelhados)
- chouriço a gosto
- 2 chalotas picadas muito fininho
- 1 dente de alho picado
- colorau doce q.b.
- salsa picada q.b.
- 1 colher sopa azeite
- 100 ml leite (pode ser vegetal desde que não seja açucarado) +  para pincelar
- sal e pimenta q.b.


Começar por preparar a massa. 
Misturar as farinhas e o sal numa taça. Adicionar a margarina e desfazer com os dedos até ficar uma massa esfarelada tipo migalhas. 
Numa taça à parte bater ligeiramente os ovos e adicionar à farinha mexendo bem. 
Adicionar a água gelada, uma colher de sopa de cada vez se for necessário para obter uma massa firme e lisa, sem esfarelar. 
Fazer uma bola com a massa, envolver em película aderente e colocar no frigorífico no mínimo meia hora.

Entretanto prepara o recheio.
Na picadora colocar a carne e o chouriço e triturar bem.
Colocar o azeite ao lume com as chalotas e deixar murchar, adicionar o dente de alho e o colorau e mexer bem. Adicionar a carne picada envolvendo bem. De seguida ir adicionando ao pouco o leite até obter um recheio cremoso. Pode ser necessário um pouco mais que a dose recomendada.
Temperar de sal e pimenta e com a salsa fresca picada. Reservar. 

Com um pincel, untar 12 formas de queque com óleo de coco. Reservar.

Decorrido o tempo de repouso retirar a massa e estica-la com o rolo ligeiramente numa superfície untada com óleo de coco.  O rolo também pode ser untado ou polvilhado com farinha de arroz.
Dividir a massa em 12. De cada parte reservar um pouco de massa para as "tampas" das empadas. Forrar cuidadosamente as formas de queque ajeitando com os dedos para a massa não ficar muito grossa.
(Eu não consegui usar o cortador nem o rolo porque a massa se desfaz um pouco) 
Com uma colher de chá rechear as formas e tapar com a massa restante unindo bem as bordas. 
Pincelar bem e generosamente com leite e levar a cozer em forno a 180ºC previamente aquecido e ventilado. Cozem em cerca de 25 minutos mas convém ir vigiando. Estão prontas quando estiverem douradas e cozidas. 

Bom apetite!

domingo, 8 de novembro de 2015

Cinnamon Buns - Rolinhos de Canela (Gluten Free)

Já aqui uma vez disse que o maior problema de alguém como eu celíaco que só descobriu na idade adulta é o não poder comer um grande número de coisas de que se gosta muito porque não há alternativa sem gluten. Nos últimos anos tenho vindo a tentar fazer todas as minhas receitas preferidas transformando-as e tornando-as gluten free. Hoje foi mais um dia. Vitorioso.
A querida Inês, Ananás e Hortelã, tinha uma receita no seu blog de uns maravilhosos cinnamon buns que eu adoro e que não comia à imenso tempo por obviamente não existir alternativa sem gluten. Assim que vi a receita e de tão simples decidi logo que tinha que experimentar.
O problema da farinha sem gluten é que as massas ficam sem elasticidade o que as torna muito dificeis de trabalhar. O segredo que eu descobri o ano passado são as sementes de psylium que fazem o efeito do gluten.

Estes buns ficaram deliciosos e a pequena nem sequer conseguiu esperar que arrefecessem. 
Deixo-vos a minha versão adaptada da receita que a Inês tem no seu blog. Roubei um bocadinho na manteiga e no açúcar para não ficar com muitos problemas na consciência.  
A minha versão deu para uns 20 rolinhos pequenos. Por isso vão precisar de duas formas para 12 muffins, previamente untadas.

Vão precisar de:
recheio
- 50 gr de manteiga derretida - usei vaqueiro com sabor a manteiga
- 180 gr de açúcar mascavado claro
- 1 colher sopa de canela em pó
massa
- 250gr de farinha sem gluten (usei marca branca Área Viva do Continente)
- 100gr de farinha de arroz
- 100gr de farinha de trigo sarraceno
- 50gr de amido de tapioca
- 2 colheres chá de fermento
- 1 colher chá de sal fino
- 1 colher chá de cardamomo em pó
- 200 gr de manteiga fria e em cubos (usei vaqueiro com sabor a manteiga)
- cerca de 300 ml de leite frio
- 2 colheres de sopa de sementes de psylium husk 
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga as formas de muffins.
Colocar as duas colheres de sopa de sementes de psylium numa taça com cerca de 10 colheres de sopa de água e reservar. 
"Preparar o recheio derretendo a manteiga e mantendo-a num sítio quente para ela continuar líquida. Misturar o açúcar com a canela e reservar." tal e qual como diz a Inês.

Numa taça misturar os ingredientes secos, as farinhas, o fermento, o cardamomo e o sal e misturar bem. Juntar as sementes que entretanto devem ter "inchado".
Colocar os cubos de manteiga no processador e adicionar a mistura seca e bater até formar migalhas.
Em seguida e aos poucos adicionar o leite frio, com o processador a funcionar e deixar amassar até formar uma massa homogénea em bola. É muito rápido. Não deixar bater demais, assim que estiver ligada a massa parar.
Colocar a massa numa superfície enfarinhada e deixar repousar por 10 minutos. A massa sem gluten não deve ser muito trabalhada. 
O resto das instruções são as que estão na receita da Inês, vão com as minhas anotações.
Espalhar a massa numa superfície enfarinhada, usando o rolo da massa, até obter um rectângulo com uns 5mm de espessura. (eu fiz ligeiramente mais fina porque gosto de mais camadas).
Pincelar a superfície com a manteiga derretida e salpicar com o açúcar e canela. No final salpicar com flor de sal (muito pouco).
Enrolar desde a extremidade mais longa até à outra, formando um rolo.
Cortar o rolo em fatias iguais. As sobras das pontas que pouco ou nenhum recheio têm também foram ao forno e ficaram ótimas com um pouco de marmelada da mãe a acompanhar.
Colocar as fatias nas formas de muffins e levar ao forno por cerca de 25 minutos ou até cozer e dourar. Cuidado porque se cozer demais a massa sem gluten tende a ficar dura.  
Desenformar uns minutos depois de sairem do forno, só o tempo suficiente para o caramelo que escorreu para as formas se agarrar aos rolinhos e solidificar ligeiramente por baixo. Podem ver como ficaram por cima e por baixo. Deliciosos.


Bom Apetite!


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pastéis de Legumes com Beterrabas Assadas

Hoje deixo mais uma sugestão para uma refeição mais leve e saborosa.
A receita das beterrabas assadas foi-me dada pela minha mãe que desde que a experimentou a tem feito sempre aos almoços de domingo porque eu adoro. Sou capaz de comer todos os dias. Não faço ideia de onde ela a tirou e vou escreve-la tal como me lembro de ma ter passado.

Os pasteis de legumes sofreram um revês durante a preparação que resultou afinal muito bem. Acidentalmente adicionei oregãos secos em vez de salsa (não tinha fresca).

Aqui fica a sugestão.

Pastéis de Legumes

- 1/2 courgete com casca ralada
- 1 cenoura média ralada
usei o robot de cozinha para ambas
- 1 cebola média em meias luas
- 1 dente alho grande fatiado finamente
- 2 ovos
- 1/3 garrafa de água com gás
- 1 colher de sopa de fécula de mandioca
- 3 colheres sopa de farinha de milho fina
- sal e pimenta q.b.
- tempero asiático
- azeite q.b.
- óleo para fritar.

Levar ao lume uma colher de sopa de azeite com a cebola até ficar transparente, adicionar o alho e quando este estiver a começar a fritar desligar o lume e adicionar a cenoura e a courgete raladas. Temperar com o tempero asiático (é um moinho de especiarias que comprei no Aldi) e reservar.



Numa tigela bater os dois ovos, adicionar a fécula e a farinha e mexer bem.
Juntar a água e por fim os legumes retificando temperos. Se a mistura estiver muito aguada adicionar mais um pouco de farinha, com cuidado, porque se levar demasiada os pastéis ficam duros.
Aquecer o óleo e fritar porções de massa, deitando no óleo com uma colher.
Dá para cerca de 8 pastéis, dependendo do tamanho que os façam.

Beterrabas Assadas

- Beterrabas com casca
- Requeijão q.b.
- Azeite q.b.
- Salsa e Manjericão frescos q.b.
- Sumo e rapa de limão q.b.

Envolver as beterrabas em prata e levar ao forno até estarem assadas. Deixar arrefecer ligeiramente e retirar a pele (se estiverem quentes a pele sai mais facilmente). Deixar arrefecer completamente.
Quando frias cortar as beterrabas em quartos ou pedaços mais pequenos caso sejam grandes e temperar com azeite, salsa e manjericão picados. Reservar.
Numa tigela misturar o requeijão com raspa e sumo de limão e deitar por cima das beterrabas.

Este foi o jantar hoje. Acompanhado por uma salada de agrião, temperada com balsâmico e um pouco de mostarda doce.
(atenção, devem certificar-se que o vinagre balsâmico e a mostarda não têm gluten)



Bom apetite!


terça-feira, 29 de setembro de 2015

Creme de Abóbora Assada com Leite de Coco (As receitas da Mafalda)

Há muito tempo que sou fã da Mafalda e do ultimo livro dela que ganhei de presente no Natal já experimentei quase todas as receitas e nenhuma desiludiu. É isso sobretudo que têm de bom, são tal e qual como se vê e saem sempre bem.
Adoro sabores orientais e se um dos ingredientes é leite de coco é mesmo irresistível para mim. Esta receita já andava à muito tempo para experimentar e agora que é o tempo ideal para as abóboras aqui vos deixo esta sugestão.
A receita é a do livro e tal como a fiz. É absolutamente divinal!

Vão precisar de:

- 1 abóbora manteiga grande
- 1 cebola
- 2 dentes de alho
- 1 colher sopa gengibre fresco picado
- 1/2 colher sopa de pimenta de caiena moída
- 1/2 chávena de vinho branco
- 3 chávenas de água
- 1 caldo de legumes Natura Knorr
- 1 chávena de leite de coco (retirar o creme que fica à superfície para depois colocar nos pratos a acompanhar)
- 2 colheres de sopa de açúcar mascavado escuro
- 2 colheres sopa de sumo de lima

- azeite q.b.
- sementes de girassol, sementes de abóbora e pinhão (mix do Lidl) q.b.
- folhinhas de coentros a gosto

Aquecer o forno a 200ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e colocar, com a casca voltada para cima, a abóbora previamente limpa de pevides, cortada em duas partes, untada com um fio de azeite e temperada com sal e pimenta. Assar por cerca de 20 minutos ou até estar tenra. A abóbora deita alguma água que deve ser depois aproveitada para a sopa.
Enquanto a abóbora está no forno colocar numa panela grande, 2 colheres de sopa de azeite e a cebola picada temperada de sal e pimenta e levar ao lume até caramelizar. Juntar o alho esmagado e o gengibre e saltear durante 1 minuto.
Juntar a pimenta de caiena e o vinho branco e deixar evaporar misturando bem.
Retirar a polpa à abóbora (convém deixar arrefecer ligeiramente) com uma colher e adicionar na panela juntamente com o liquido formado durante a assadura, o leite de coco, a água, o açúcar, o sumo de lima e o caldo de legumes.
Misturar bem e deixar ao lume até levantar fervura. Apagar o lume e triturar tudo no copo do liquidificador (porque fica mais cremoso) ou num robot de cozinha.
Ajustar temperos se necessário e temperos (sal e pimenta).

Servir a sopa com uma colherada do creme de coco, as sementes e umas folhinhas de coentros.


Bom apetite.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Beringela Cheia de Si

Olá a quem me acompanha neste cantinho. Os inícios de ano letivo são sempre atribulados com o regresso às rotinas, aqui duplamente quando se acumulam as duas funções: mãe e professora.
A mudança tem sido tamanha que nem me tem apetecido ir para a cozinha "inventar". Acontece a todos. Acho.
Hoje foi exceção e andava à muito tempo com vontade de fazer umas beringelas recheadas, numa opção mais saudável, sem carne e naturalmente sem gluten. Não é que tenha experiência a fazer este prato, apetecia-me. Hoje foi o dia de experimentar e o resultado foi excelente. 
Ia acompanhar com arroz basmati mas tinha-se acabado cá em casa, como havia millet foi o acompanhamento escolhido. Há acasos de sorte, combina maravilhosamente assim como uns pappadums de pimenta preta. 
Aqui em casa só eu é que gosto destas opções vegetarianas e portanto a receita é para uma pessoa. Quer dizer, se como eu ficarem satisfeitos com uma metade dá para duas refeições.
Decidi chamar a este prato Beringela Cheia de Si porque foi o primeiro nome que me veio à cabeça e achei piada.


Vão precisar de:
- 1 beringela média
- 1 cebola pequena
- 1 dente de alho
- 1/4 chilli vermelho (opcional)
- 3 colheres sopa de tomate picado (natural ou de conserva)
- azeite q.b.
- 1 colher sopa bem cheia de amêndoas palitadas (opcional)
- 1 colher café de açúcar mascavado
- 1/2 colher café de canela em pó
- 1/2 colher café de mistura chinesa de 5 especiarias
- queijo mozarella ralado q.b.
- sal e pimenta q.b.

Começar por lavar bem a beringela e tirar-lhe o pé. Cortar ao meio e colocar num tacho com água fervente e sal durante cerca de 5 minutos. Escorrer bem a água e deixar arrefecer com a casca voltada para baixo. Quando arrefecer retirar a polpa com cuidado e reservar. Num tabuleiro colocar as partes com a casca voltada para baixo e regar com um fio de azeite. Levar ao forno cerca de 20 minutos (até estarem cozinhadas) a 180ºC.
Entretanto num tacho colocar a cebola, o chili -porque eu gosto do toque picante- e o alho picado com um pouco de azeite e deixar ao lume apenas até a cebola ficar transparente. Juntar o tomate, o açúcar, a canela e a mistura de 5 especiarias chinesas e temperar de sal e pimenta. Deixar ao lume cerca de 10 minutos e depois adicionar a polpa de beringela reservada anteriormente e cozinhar por mais 10 minutos.
Retirar as metades de beringela do forno e rechear com o preparado. Colocar as amêndoas palitadas por cima da mistura
e de seguida o queijo mozarella ralado.

Levar de novo ao forno só para o queijo derreter e ficar com um tom dourado.


Acompanha com millet: 1/2 chávena de millet e o dobro de água a ferver com sal durante cinco minutos. Escorrer bem, passar por água fria e adicionar um fio de azeite mexendo bem com um garfo. Levar ao microondas 15 segundos se não quiserem frio.

Os pappadums são feitos com farinha de lentilhas e sem gluten. Estes são na variedade pimenta e compro num supermercado indiano.  

Bom apetite!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Muffins de Coco e Framboesa (gluten free)

Lembram-se da temporada 5 do Masterchef Australia que tinha um rapaz muito jeitoso que fazia comida saudável? Pois eu sou fã do rapaz de seu nome Dan Churchill e há muito que lhe sigo o rasto através da subscrição da página dele na Internet.
Tem sempre umas sugestões saudáveis e muito fáceis e para além disso muitas receitas têm um video a acompanhar para os que têm menos prática.
Esta receita é dele e assim que a recebi no meu email disse para mim própria que tinha que experimentar. Para variar não fiz exatamente igual e é a minha versão que aqui vos deixo. No entanto se quiserem fazer a original podem vê-la aqui e já agora subscrevam a newsletter que garanto vale a pena.

Vão precisar de:
- 1 chávena de farinha de amendoa
- 1 chávena de farinha de coco
- 1/4 chávena de coco ralado
- 1 colher sopa de fermento em pó
- 1 colher café de sal
- 3 ovos
- 2 colheres sopa de mel
- 2 colheres de sopa de óleo de coco (derretido)
-  1/2 chávena de framboesas congeladas
- raspa de 1 limão q.b. 
- leite (vegetal ou não) q.b.

Pré-aquecer o forno a 160ºC.
Juntar numa taça as farinhas e o coco ralado assim como o sal e o fermento.
Noutra taça bater os ovos durante cerca de 1 minuto e de seguida adicionar o mel e a raspa de 1 limão. bater novamente só para incorporar.
Juntar esta mistura à taça das farinhas e incorporar. Se acharem que a massa está muito areada adicionar leite até ficar ligada mas consistente (não deve ficar liquida). Adicionar as framboesas e envolver bem.
Colocar em formas de muffins no forno durante cerca de 15 minutos. Já sabem que depende sempre do forno por isso é até ficarem douradinhos e podem fazer o teste do palito.
Comer mornos - com iogurte grego são deliciosos -  ou deixar arrefecer numa grelha. Aguentam 2/3 dias.

Nota: Como sempre partilho as fotos das receitas no meu Instagram e mais uma vez fiz com esta e identifiquei o Dan. Mostrou-se muito surpreendido por alguém de Portugal fazer as receitas deles e foi muito simpático partilhando esta noticia com os seus seguidores. Claro que eu fiquei felicíssima. Deixo-vos aqui também o testemunho. 





quinta-feira, 30 de julho de 2015

Panquecas de Banana e Trigo Sarraceno

Ontem à noite depois de uma caminhada e esfomeada apeteceu-me panquecas. Não foi tarde nem cedo, foi na hora certa. E ainda sobrou massa para o pequeno almoço de hoje.




Vão precisar de:

- 1 chávena de flocos de trigo sarraceno
- 1/2 chávena de nozes
- 1 banana madura
- 1 iogurte natural (não açucarado)
- 1 colher chá de manteiga de amendoim

Colocar os flocos no processador e triturar até ficarem em cerca de metade farinha. Juntar a manteiga de amendoim, as nozes, a banana descascada e o iogurte e processar até a massa estar toda ligada.

Untar uma placa de crepes ou numa frigideira anti aderente e colocar pequenas porções de massa. Esta dose é para 6 panquecas pequenas.

Acompanhar a gosto: com doce caseiro (o da foto é o meu doce de framboesa biológica), geleia de arroz ou iogurte grego.

Bom apetite!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Taça de framboesa

Para comemorar os 400 "gostos" na página do Facebook uma sugestão fresquinha para um snack a meio da manhã ou da tarde ou até para o pequeno almoço.

- 1 banana
- 2 nectarinas
- 8 framboesas
- 1 iogurte natural não açucarado (vegetal ou não)
- 1 colher sopa de sementes de girassol
- 1 colher chá de canela

Para finalizar
- 1 colher sobremesa sementes de chia 
- 2 colheres sopa de quinoa puffs

Colocar os ingredientes todos no liquidificador e triturar bem.
Deitar numa taça e salpicar com os puffs de quinoa e as sementes de chia.
Saborear.

Bom apetite! 

sábado, 13 de junho de 2015

"Arroz" pilau de Couve-Flor com Portobello e Courgettes grelhadas

Com o calor apetecem cada vez mais coisas leves.
Hoje depois de uma noite em que estava a precisar de repor energias e dormi muito, estava a apetecer-me uma refeição leve que não quebrasse a leveza de um bom descanso.
Aqui fica uma sugestão vegetariana que estava deliciosa.
A receita é só para uma pessoa já que não consigo convencer mais ninguém cá em casa a acompanhar-me.


Vão precisar de:
- 1/2 couve flor em floretes (ou uma se for pequenina)
- 1/2 courgette
- 2 cogumelos portobelo médios (ou um grande)
- 1 chalota
- 1 dente de alho
- Azeite e vinagre balsâmico q.b.
- Sumo de limão q.b.
- 1 colher de café de:
     - grãos de mostarda amarela
     - grãos de mostarda preta
     - sementes de funcho
     - açafrão moído
     - pimenta caiena
     - garam masala
- Coentros q.b.

Começar por lavar bem a couve flor, escorrer e colocar as floretes numa tigela, sem água e bem secas e levar ao microondas cerca de 2 minutos. Eu gosto da couve flor crocante por isso não deixo cozer muito porque se fica em papa não é a mesma coisa. Reservar. 
Entretanto cortar a courgette, com casca, em rodelas e levar a grelhar em chapa bem quente juntamente com os cogumelos. Reservar.
Quando a couve flor estiver fria picar numa tábua de cozinha em pedaços pequenos de forma a parecer arroz. Pode ser utilizado um processador mas correm o risco de ficar demasiado em papa. 
Numa frigideira anti aderente colocar um fio de azeite com as especiarias (exceto o garam masala) e a chalota e deixar ao lume até a chalota estar caramelizada. 
Juntar o alho picado e 5 segundos depois a couve flor picada. Envolver bem e cozinhar cerca de 2 minutos para ganhar sabor. Juntar o garam masala e envolver bem e cozinhar por cerca de mais 1 minuto. Se acharem necessário temperar de sal e pimenta. Temperar com um pouco de sumo de limão, misturar e reservar.
Fatiar os cogumelos e temperar com vinagre balsâmico.
No prato de servir colocar o "arroz" , os cogumelos e a courgette.
Temperar a courgette e os cogumelos no prato com um fio de azeite e sumo de limão. Servir com uns raminhos de coentros.

Bom apetite! 


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Bolo de Laranja e Limão com Sementes de Papoila

E se apetecer um bolinho a meio da semana...? Daqueles caseiros que reconfortam.
Anda a apetecer-me desde o fim de semana mas só agora tive tempo.
A minha colega Eduarda partilhou uma receita de bolo de fécula de batata comigo a semana passada e eu para variar fi-la à minha maneira.
Se vos apetecer, experimentem. Este está muito fofinho, com o sabor dos bolos da infância. Os miúdos adoram! É naturalmente, sem gluten.


Vão precisar de:

- 6 ovos
- 200g de açucar
- Raspa de 1 limão e Raspa de 1 laranja
- Sumo de meia laranja
- 150g de fécula de batata
- 2 colheres sopa de farinha de arroz + 1 para polvilhar a forma
- 1 colher sobremesa de fermento em pó
- 2 colheres de sopa de sementes de papoila (ou a gosto)

Começar por pré-aquecer o forno a 180º.
Untar uma forma de buraco com manteiga e polvilhar com a farinha de arroz e reservar.
Separar as gemas e as claras do ovos. Bater as claras em castelo e reservar.
Bater bem as gemas com o açúcar. Juntar as raspas dos citrinos e o sumo de laranja e voltar a bater bem. Em seguida juntar a fécula previamente misturada com a farinha de arroz e o fermento em pó e continuar a bater com a batedeira até estar bem incorporada.
Em seguida incorporar as claras em castelo sem bater muito para a massa ficar arejada.
Levar ao forno até o bolo estar cozido (fazer o teste do palito).
Deixar arrefecer na forma e depois é só saborear.
É delicioso acompanhado de um chá.

Boa noite!

domingo, 10 de maio de 2015

Mousse de Chocolate em 10 minutos e sem peso na consciência e no corpo

Ando cheia de vontade de comer doces. O pior é o resto.
Depois de muita investigação e de mil e uma receitas depois... fiz esta que é uma mistura de uma série delas que fui vendo na rede.
Muito fácil e está aprovada!
Quem não gosta de chocolate amargo é melhor não experimentar. Eu adoro e para mim está excelente.

Vão precisar de:
- 2 abacates maduros
- 5 colheres sopa de geleia de arroz
- 1/2 chávena de cacau cru
- 1/2 chávena de leite de amêndoas
- 1 colher chá de canela
- 1 barra de sementes de sésamo com geleia

Descascar os abacates e colocar num processador juntamente com os restantes ingredientes. Depois é só por a trabalhar e esperar que fique cremoso.
Pode ajustar-se a cremosidade do creme colocando mais ou menos leite.
Partir em pedacinhos a barra de sementes de sésamo e colocar por cima da mousse. Também deve ficar bem com amêndoas ou avelãs tostadas.

domingo, 3 de maio de 2015

Muffins de Banana, Millet e Chocolate

Dias cinzentos fazem mesmo apetecer docinhos assim. Com um chá ou café.
E como hoje é Dia da Mãe, ainda vão a tempo de mimar as mães com uns destes que são muito rápidos e fáceis de fazer.
Já aqui disse que uma das minhas combinações preferidas é banana e chocolate. Nestas receitas especialmente pois fazem com que não seja preciso juntar tanto açúcar o que as torna muito mais saudáveis.
A receita original é esta "Muffins de Banana, Aveia e Chocolate" da querida Inês, do blog Ananás e Hortelã  (não deixem de visitar)

Esta é a minha versão sem gluten.



Vão precisar de:

2 ovos
100 gr de farinha de arroz
100 gr de farinha de trigo sarraceno
50 gr de flocos de millet (usei millet porque tinha-se acabado a aveia) + para finalizar
1 colher chá de canela
1/4 chávena de açucar mascavado (usei escuro)
1 colher chá de fermento
1 colher chá de goma xantana
1 iogurte grego natural
120 ml de leite de amêndoas (ou outro)
4 colheres de chá de óleo de coco (ou óleo normal)
2 bananas médias maduras e esmagadas com um garfo (esmagar na hora para não ficarem pretas)
75 gr de chocolate negro (usei chocolate de culinária tradicional)

Untar uma forma de muffins ou usar forminhas de papel - já fiz das duas formas e resultam ambas bem - . Reservar.

Misturar muito bem numa tigela as farinhas e os ingredientes secos.

Partir o chocolate em pedaços com uma faca numa tábua e reservar.

À parte bater os ovos com o açúcar, o óleo de coco, o iogurte e o leite.
Juntar os ingredientes secos e envolver muito bem sem bater. De seguida misturar bem a banana esmagada e por fim envolver bem o chocolate partido em pedaços.

Colocar a massa nas formas e polvilhar com os restantes flocos.

Levar ao forno pré aquecido a 180º até estarem douradinhos e cozidos.

Deixar arrefecer numa rede.
Deve esperar-se que arrefeçam mas são deliciosos mornos!

Bom apetite e resto de bom domingo.



 





domingo, 5 de abril de 2015

Folares de Páscoa (sem glúten)

Esta é a receita que melhor ilustra as memórias que tenho da Páscoa. A minha querida (bis)avó Rita a amassar folares e a deixar-me fazer a cruz com uma tesoura enquanto os benzia. Foi com ela que aprendi os truques para a massa levedar e tantas outras coisas. A minha mãe diz que esteja ela onde estiver vai ficar muito feliz. Esta é a minha versão sem glúten adaptada da receita que tem sido feita à gerações. Saiu muito bem, estão muito saborosos e ninguém diria que são feitos com farinhas sem glúten. Fiz uma dose pequena porque foi a primeira vez e por isso deu dois folares médios.
Esta receita levou-me de volta a uma época muito feliz.
Aqui ficam, com um cheirinho à minha infância.

Vão precisar de:
- 250 gr Farinha panificável (uso marca branca do Jumbo)
- 100 gr farinha de arroz
- 150 gr farinha de trigo sarraceno
- 2 colheres sopa bem cheias de farinha de Teff
- 1 colher sopa bem cheia de amido de tapioca
- 2 colheres sopa bem cheias de polvilho doce (uso marca Globo)
- 1 colher sopa bem cheia de sementes de psyllium husk
- 1 cubo de levedura instântanea

- 200 g açucar
- 0,5 dl de azeite
- 0,25 dl de aguardente
- 1 dl leite (usei de amêndoas) + 2 colheres sopa

- 3 ovos

- 1 colher sopa de canela
- raspa e casca de laranja
- 1 colher sopa bem cheia de erva doce em grão
- 1 estrela de anis


Começar por dissolver a levedura com as colheres de sopa de leite aquecido e 1 colher sopa de açúcar e um pouco de farinha de arroz. Tapar e deixar tapado com um pano de cozinha em lugar aquecido até levedar. 

Em seguida misturar bem todas as farinhas, o açúcar, a raspa de laranja e a canela.
Aquecer o leite com a erva doce e o anis e deixar arrefecer.
Aquecer o azeite com 2 cascas de laranja e deixar arrefecer.
Fazer um buraco na farinha e adicionar o leite (usar um passador para reter a erva doce e o anis) e o azeite (retirar as cascas), alternados enquanto se vai misturando tudo bem com as mãos: não há como não por a mão na massa. De seguida juntar a aguardente e misturar bem e por fim os ovos, um de cada vez enquanto se vão misturando bem na massa. 
Pode ir-se adicionando um pouco de farinha de arroz para soltar a massa dos dedos.
Transferir a massa para a máquina de fazer pão e utilizar o programa da massa (1h30m). No fim transferir para uma tigela, tapar com um pano limpo de cozinha e uns cobertores e deixar num local quente a noite inteira a levedar.

No dia seguinte transferir a massa e dividi-la ao meio (dá dois folares médios ou 3 pequenos). De uma das partes retirar um pouco de massa para fazer a cruz em cima do ovo, se assim preferirem (eu fiz um com ovo cozido e outro sem). Moldar os folares - usar farinha de arroz se a massa teimar em pegar-se às mãos. 

Deixar levedar de novo, tapados em local aquecido, durante pelo menos uma hora.

Pincelar com ovo batido e levar ao forno num tabuleiro forrado a papel vegetal.


O ideal seria cozê.los no forno de lenha. Eu tenho algumas dificuldades em acertar com a temperatura dos fornos elétricos e os folares escureceram logo e por isso tive que cobri-los com uma folha de papel vegetal enquanto acabavam de cozer.
Depois de cozidos e ainda quentes passar manteiga à superfície para ficarem brilhantes e com aquele gostinho especial.

No final ficaram assim: lindos e saborosos.
24h depois e a casa toda ainda cheira maravilhosamente a folar acabado de fazer.



Boa PÁSCOA!









terça-feira, 24 de março de 2015

Hambúrgueres de Salmão com Puré de Ervilhas e hortelã e Crackers de Queijo e Cominhos

Sou fã do Prato do Dia e gosto da simplicidade com que a Filipa Gomes cozinha e ontem depois de ver um dos últimos episódios fiquei cheia de vontade de experimentar isto.


A foto não faz justiça ao sabor, que é mesmo bom. E uma opção muito saudável se bem que os pequenos refilaram um bocadinho porque gostam muito do salmão "inteiro". Acrescentei apenas uns chips de batata doce (no forno) para comprar a criançada  (adoram!).

A receita, que fiz tal e qual, podem encontrá-la aqui. O puré de ervilhas é maravilhoso.

Os Crackers como fiz a minha versão sem glúten partilho a minha.
Se quiserem a versão original podem vê-la aqui.

Vão precisar de:

1/4 chávena de polvilho azedo
1/4 chávena de farinha de arroz
1/4 chávena de amido de tapioca e farinha de milho fina (metade de cada)
1/4 colher sopa de sementes de psyllium husk
1 chávena de queijo cheddar ralado
3 colheres sopa de manteiga sem sal amolecida
1 colher chá de cominhos em grão

Segui a receita original misturando a manteiga, as farinhas, o queijo e os cominhos no processador até ficar com consistência de areia. Juntei 4 colheres chá de água, uma de cada vez mexendo entre as adições.
Retirei do processador e coloquei entre duas folhas de papel vegetal (a massa quando se retira do processador está ligada, como não tem glúten não é necessário amassar mais) e estiquei com o rolo da massa. Levei 30 minutos ao frio.
Cortei em palitos com o cortador de pizza e fiz uns furinhos com um palito de espetada.
Coloquei num tabuleiro com o papel vegetal e coloquei cozer no forno previamente aquecido a 180º até estarem douradas.
Deixei arrefecer antes de as tirar do tabuleiro. Ficaram super estaladiças e saborosas.
Fico tão contente quando acerto à primeira!







sábado, 21 de março de 2015

Waffles (sem glúten)

As ultimas semanas têm sido cansativas, e o dia hoje estava farrusco e convidava mesmo a ficar em casa, na preguiça e a fazer uma coisa boa para o lanche. Deu-me uma vontade terrível de comer Waffles e saiu isto.


Vão precisar de:

2 ovos
1 iogurte grego
1/2 chávena de farinha de arroz
1/2 chávena de farinha de trigo sarraceno
1/4 chávena de amido de tapioca
1/2 chávena de fécula de batata
2 colheres chá de fermento
1 colher chá de sal
2 colheres de chá de óleo (usei 1 de óleo de nozes + 1 de óleo de amendoim)
1 colher de sopa de geleia de arroz
Leite vegetal (ou outro) q.b.


Bater os ovos com o iogurte e a geleia de arroz e adicionar os restantes ingredientes mexendo bem.
A massa fica um pouco grossa e é necessário no fim adicionar leite de modo a ficar um pouco mais liquida e cremosa. Adicionei a olho até ficar com uma massa boa para waffles (ligeiramente espessa)

Depois é só deitar na forma.

Cada um comeu os seus waffles como gosta mais, os miúdos com açúcar em pó, eu com mel e até não resisti a comer um waffle recheado com Nutella.
Desta vez a mais nova que nunca gosta muito dos meus crepes sem glúten, adorou. O mais velho também.
Ficaram estaladiças por fora e fofas por dentro. Um exito. A repetir.

domingo, 15 de março de 2015

Pão branco com sementes de papoila

Esta receita não é muito diferente da que já publiquei uns tempos atrás, variei um pouco nas farinhas mas a base e a receita é basicamente a mesma.
No entanto aqui fica. Os celíacos/intolerantes ao glúten sabem que boas receitas de pão nunca são demais e esta funciona mesmo bem. 
É verdade que são muitas farinhas esquisitas e outro ingredientes igualmente esquisitos, mas fica delicioso e mais importante saudável e adequado aos intolerantes ao glúten e saboreado por todos. 





- 300 gr farinha panificável sem glúten (uso da marca branca Jumbo)
- 100 gr farinha de arroz
-  50 gr farinha trigo sarraceno
-  3 colheres sopa de fécula de tapioca (só encontrei à venda num supermercado chinês no Martim     Moniz)
-  2 colheres sopa de farinha de milho
- 1 colher sopa de polvilho doce (fécula de mandioca)
-  1 colher sopa de sementes de psyllium husk (uso da BioSamara à venda na Terra Pura)
- 2 garrafas de 1/4l de água com gás
- 1/2 colher sopa de geleia de arroz
- 2 colheres sopa de óleo amendoim
- 1 colher chá de sal
- 1/2 saqueta de fermento de padeiro granulado (uso Condi sem gluten)
- sementes de papoila q.b. 

Junto os ingredientes líquidos e o sal na máquina de fazer pão e em seguida a mistura de farinhas e fermento.
Uso o programa de fazer massa sem glúten da máquina de fazer pão, de 1h30m  (amassa e leveda).
Coloco na forma de pão forrada a papel vegetal e polvilho generosamente com as sementes de papoila
Coze no forno na função própria para pão, a 200ºC o tempo necessário e a gosto (bem, mal cozido)

Um truque: quando o pão está quase cozido gosto de o tirar da forma e deixa-lo acabar de cozer no forno só com o papel vegetal, fica mais estaladiço por fora e muito parecido ao pão "normal". 

Se for possível é melhor deixar arrefecer antes de partir, mesmo que seja difícil resistir ao cheiro de pão acabadinho de fazer .

Se não for para utilizar todo de uma vez pode ser congelado em fatias e retirar à medida que fizerem falta.
As torradas deste pão ficam deliciosas. 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Pão de Banana, Chocolate e Manteiga de Amendoim

Nada melhor para celebrar que banana, chocolate e manteiga de amendoim.
Pois é, parece que é esta mesmo a minha combinação perfeita. Adoro esta mistura de sabores.
Este blog http://minimalistbaker.com/ é uma grande fonte de inspiração e esta é sem dúvida uma das minhas receitas preferidas e muito fácil de fazer.
Podem consultar a receita original aqui.
Descrevo exatamente como a faço. E faço muitas vezes. É ótimo como pequeno almoço ou snack a qualquer hora do dia.
Resta dizer que é sem ovo, sem lactose e sem glúten.



Vão precisar de:
- 2 a 3 bananas bem maduras
- 1/3 chávena de manteiga de amendoim (preferencialmente biológica)
- 1/4 chávena de açúcar moreno + 1/4 chávena de açúcar mascavado
(eu gosto desta combinação mas podem usar açúcar amarelo ou optar por um deles apenas)
- 3/4 chávena de leite de amêndoas ou de arroz (é o que houver em casa)
- 1 chávena de flocos de aveia (sem glúten)
- 1 chávena de farinha de trigo sarraceno
- 1 colher sopa de farinha de alfarroba
- 1 chávena de miolo de amêndoa
- 1/2 chávena de cacau puro (sem adoçantes ou açucares)
- 1 colher sopa de linhaça moída (farinha de linhaça)
- 2,5 colheres sopa de água
- 1 colher chá goma xantana (quando me esqueço esfarela muito)
- 2 colheres sobremesa de fermento (sem glúten, uso marca Continente)
- 2 colheres de sopa de óleo de coco ou óleo de noz
- 2 a 3 colheres de sopa de mel ou geleia de arroz/milho (omito quase sempre, usem se querem que fique mesmo doce)
- 1 pitada de sal
- 1/2 chávena de pepitas de chocolate preto (opcional)

Pré aquecer o forno na função de ventilação a 180º C.
A primeira coisa a fazer depois é colocar a linhaça de molho com a água durante cerca de 5 minutos numa tacinha. O objetivo é fazer as vezes do ovo (que podem utilizar para substituir se não gostarem destas modernices).
Em seguida descascar as bananas e colocá-las num robot de cozinha e triturar bem. Depois mudo as pás do robot para a função de misturadora e adiciono a mistura de linhaça, o óleo, o açúcar, a manteiga de amendoim, o mel/geleia de arroz/milho e por fim o leite. Misturar bem e em seguida adicionar os elementos secos: cacau, amêndoa, o sal, farinhas (adiciono o fermento e a goma xantana a uma delas) e os flocos de aveia e misturo bem.
Por fim, adiciono as pepitas e misturo novamente.

Colocar numa forma de bolo inglês (ou pão) previamente forrada com papel vegetal e deixar cozer no forno. A receita original diz cerca de 1 hora mas eu faço sempre o teste do palito e nunca falha.
Deixar arrefecer ligeiramente, tirar da forma e deixar arrefecer numa grelha antes de o cortar para que não se desfaça. E esta sim é a parte difícil porque o cheirinho que fica na cozinha torna quase impossível de resistir à tentação de comer uma fatia morna.
Aguenta cerca de 3/4 dias em bom estado mas pode ser congelado em fatias.

Espero que gostem!  

Nota: Habituei-me já a utilizar o sistema americano das chávenas. Hoje em dia em qualquer loja de utensílios domésticos encontram-se à venda conjuntos de medidas a um preço muito acessível e que apesar de deixarem mais loiça para lavar facilitam muito.  


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Biscoitos de Banana saudáveis

Ultimamente, talvez culpa do cansaço só me apetecem coisas doces, o problema é o mal que fazem.
Em busca de algo docinho, sem glúten e mais saudável dei com isto e fui a correr experimentar. Fiz umas adaptações que indico em baixo e cá estão.
Bons e saudáveis, sem glúten e sem açúcar.

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- 3 bananas maduras esmagadas ("temperei" com um pouco de sumo de limão para não escurecerem)
- 1 colher chá de extrato de baunilha
- 60 ml de creme de coco
- raspa de uma laranja
- 1 chávena de flocos de trigo sarraceno
- 1 chávena de flocos de millet
- 1/2 chávena de amêndoa picada
- 1/2 chávena de coco ralado
- 1/2 colher chá de sal
- 1 colher chá fermento
- 150g de tâmaras secas, sem caroço

Pré aqueci o forno a  180ºC e coloquei papel vegetal em dois tabuleiros.

No processador triturei as bananas com a baunilha, juntei as tâmaras que também triturei mas de modo a que não ficassem muito desfeitas.
Adicionei o creme de coco e a raspa de laranja e voltei a bater.
Retirei do processador e adicionei os ingredientes secos incorporando bem com uma colher.
Com a ajuda de duas colheres de sobremesa moldei bolinhos sobre o papel vegetal e levei ao forno até estarem cozidos, com um tom dourado.
Deixei arrefecer numa grelha antes de os guardar num recipiente.
Ficam húmidos por dentro por causa da banana. O cheirinho que deixam em casa quanto estão no forno é divinal.

Diz que se aguentam cerca de 3 dias bons. No dia que se fazem ficam crocantes e mornos são deliciosos, mas ainda há por aqui uns quantos e ainda sabem muito bem.

Bom apetite!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Bolo Mármore (sem gluten)

Fim de semana é altura de bolinhos, especialmente se o tempo está frio.
Hoje deixo-vos um clássico reinventado, sem ser muito doce e claro, sem glúten!
A inspiração veio daqui

- 3 ovos
- 250 gr. açúcar
- 100 gr. farinha de trigo sarraceno
- 100 gr. farinha  de arroz
- 50 gr. fécula de mandioca (polvilho doce)
- 1 colher sopa amido milho: Maizena
- 2 colheres chá de fermento
- 1/2 colher chá de goma xantana
- 2 colheres sopa de chocolate em pó
- 1 colher sopa de farinha de alfarroba
- 1 pitada de canela
- 10 dl de óleo
- 20 dl de leite de arroz
- 1 barrinha de chocolate de culinária (opcional)

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Pré aqueci o forno (com ventoinha) a 180ºC.
Em primeiro lugar separei os ovos e bati as claras em castelo. De seguida, bati as gemas com o açúcar até fazerem creme. Juntei o óleo e o leite e bati novamente para ficar uma massa liquida homogenea.
Adicionei  as farinhas (com excepção da de alfarroba) previamente misturadas entre elas e com o fermento e a goma xantana. Voltei a bater bem até estar tudo bem misturado.
Envolvi as claras em castelo, sem mexer muito para a massa ficar "arejada".
Dividi a massa em duas partes. A uma das partes adicionei o chocolate em pó e a farinha de alfarroba e mexi até estarem bem envolvidas na massa.
Deitei metade da massa "branca" numa forma de silicone (que não é preciso untar), em seguida metade da de chocolate e pedacinhos de chocolate de culinária e voltei a repetir este passo até esgotar a massa.
Cozeu cerca de 25 minutos. (o teste do palito é infalível)  
Agora vou ali fazer um café e comer mais uma fatia! 

 

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